Voando Sozinha com Bebê

Chegou a hora de inaugurar uma nova fase no Ziga da Zuca! Vamos começar a falar sobre viagens com bebês, hoje em especial, falarei da minha experiência voando sozinha com bebê, afinal de contas, a Muçarelinha já faz parte da nossa rotina de viagens, então nada mais justo que contar para vocês como tem sido viajar com ela!

Passeando pelo Boulevard Olímpico.

Passeando pelo Boulevard Olímpico.

Em quatro meses de vida, Olivia, a.k.a. Muçarelinha 😛 , já voou três vezes para o Rio, ou seja, falando em números de voos, check-ins, etc. foram seis trechos, e ainda nessa semana, ela voará para Curitiba, a Picurrucha tá toda serelepe né?! Em todos os voos, até agora, voamos só nós duas e ela se comportou de maneira exemplar em TODOS, para o orgulho da mamãe aqui. Como o Zuco está trabalhando, ele só tem disponibilidade durante os finais de semana, enquanto nós aproveitamos as tarifas mais baixas do meio da semana e também curtimos um pouco mais da família e amigos!

Ainda não posso falar da rotina durante a viagem, pois até agora só fomos para a casa dos meus pais, que além de ter uma estrutura boa, também tem o colo da Vovó, que resolve quase tudo né?! De qualquer forma, vamos falar de como foram os voos, pois apesar de serem voos curtos dá pra gente ter uma ideia da logística do que é necessário para voar com um bebê baseada nessas experiências. Resolvi separar em tópicos os pontos a serem falados, para facilitar!

 

Documentação

Voo doméstico: O bebê pode voar com a certidão de nascimento, carteira de identidade ou passaporte. Por enquanto, a Olivia só tem a certidão, mas pretendo providenciar logo a carteira de identidade dela, para evitar que o manuseio intenso da certidão, a destrua. Algo importante aqui, é dizer que o bebê não viaja desacompanhado, mas que em voos domésticos, ele pode voar apenas com um dos pais sem a necessidade de autorização por escrito.

Internacional: Para voos internacionais, o bebê precisará fazer o passaporte. No caso dos voos serem para países membros do Mercosul, a entrada pode ser feita com a carteira de identidade também. É bom ressaltar que o bebê não viaja para fora do país sem a autorização dos dois pais, que pode vir no passaporte ou tem que vir por escrita. E também, que como no caso dos voos domésticos, os bebês também não voam desacompanhados.

 

Check-in

Uma coisa que eu não sabia, é que não se faz o web check-in com bebê de colo! Então, se você costuma chegar no aeroporto próximo ao horário de embarque, pois viaja sem despachar, pode tirar o cavalinho da chuva, pois você precisará fazer o check-in no guichê da companhia aérea. Imagino que seja por uma questão de segurança do bebê.

Também na hora do check-in, aproveito para pedir ao atendente que me coloque na frente do avião, geralmente eles reservam a primeira fileira para casos de prioridades. Acredito que se você estiver com mais um adulto, ele não dará o assento para 2 pessoas e o bebê, mas para quem está voando sozinho com o bebê, é ótimo! Pois fica mais fácil de entrar e sair da aeronave, além de sempre ter um comissário por perto.

Outra coisa, as companhias aéreas pedem que a gente chegue com 1h de antecedência do voo, mas eu aconselho a você chegar com 1:30h de antecedência, pelo simples fato de dar tempo para rolar algum imprevisto sem prejudicar o seu voo. Imprevisto com bebê é sempre mais complicado, né?!

 

Bagagem

No geral, eu levo uma mala (com as minhas coisas e da Olivia), o carrinho e o bebê conforto! Ou seja, mega trombolhoso!!!

Brincando na mala!

Brincando na mala!

De bagagem de mão eu sempre levo uma mochila (com a documentação, fralda, lenço umidecido (etc.) e uma muda de roupa dela) assim mantenho minhas mãos livres. Além mochila, também levo o canguru (ergobaby) que considero mais prático e confortável que o sling, embora eu costume usar os dois.

 

Carrinho

O peso do carrinho e do bebê conforto não entra na franquia de bagagem. Inclusive, você pode levar o carrinho até a área de embarque, entregando-o e retirando-o na porta do avião. Fica a seu critério! Eu, particularmente, prefiro despachar o carrinho junto com a mala. Porque a Olivia fica super bem no canguru e as minhas mão continuam livres. Na minha última ida ao Rio, eu inventei de subir com carrinho para fazer um teste, só que a Olivia cansa de ficar no carrinho, então chegou na sala de embarque e ela ficou reclamando pedindo para sair do carrinho. Resumindo, fiquei com ela no colo e empurrando o carrinho com a outra mão, super desengonçada!

 

Voo

A maior dica que eu tive em relação ao voo, peguei com a Camila do Ensaios de Viagem, e nada mais é do que colocar o bebê para mamar tanto na hora da decolagem (subida), quanto do pouso (quando o avião começa a descer), para evitar que o ouvidinho do bebê entupa e cause dores, por conta da variação de pressão. A Olivia nunca sentiu nada, mas eu sempre dou um jeito dela mamar! Uma vez ela entrou no avião dormindo e ficou dormindo direto, fiquei preocupada, mas apelei para a chupeta, que nada mais é do que um bico artificial que garante a deglutição do bebê e alivia o ouvido.

Outra coisa, que eu nunca precisei pois só peguei voos curtos, a maioria das companhias aéreas possuem água morna. Então, se você precisar trocar a fralda do seu bebê, basta pedir a um dos comissários de bordo.

 

Translado para o Aeroporto

Se você é do time que mora longe do aeroporto, como eu que moro em BH e o aeroporto fica em Confins, e precisar pegar um ônibus para fazer o translado do aeroporto – cidade – aeroporto, recomendo que você use o bebê conforto ou a cadeirinha específica para isso. Mas, até onde eu sei, você precisará levar a sua cadeirinha, pois nunca vi esse serviço – o que, cá entre nós, é uma falha! – Enfim, nunca me cobraram o assento da Olivia no Conexão Aeroporto, aqui em BH, mas acredito que se ônibus estivesse cheio, provavelmente eu teria que levá-la no colo. Então, vale perguntar!

Fiz questão de falar do translado, para dizer que pegar esse esquema de ônibus executivo, é super tranquilo, pois você não tem que carregar a bagagem e nem ficar parando de ponto em ponto.

 

Enfim Pessoal, espero que a essas dicas ajudem vocês a desmistificar aquele papo de que viajar com bebê é muuuuito complicado! Claro que não é a mema coisa que viajar sozinho, mas é beem mais simples do que o povo pinta por aí, sem contar que os Pequenos curtem bastante! 🙂

E vocês, já viajaram com bebês e crianças? Alguma dica em especial? Compartilha aí com a gente, vai! 😉

Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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5 Comments

  1. Traga logo essa fofurinha pra Cuiabá!! Mas não dentro da mala hein!!!

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    • Estou louca para levá-la aí, com certeza ela vai amar a farofa de banana! 🙂
      Saudades!!!

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  2. Continue vindo bastante para o Rio para visitar a Dinda!! Essa bebê é muito viajante!! Amo demais!

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  3. Muito importante vir ao Rio sempre, afinal as avós e o vovozão moram aqui.
    BOA VIAGEM OLIVINHA !!!!!!

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