O que fazer em Berlim – Roteiro de Quatro Dias

Nós já falamos um pouco sobre o que fazer em Berlim em outros posts, compartilhamos as atrações que mais nos marcaram na cidade. Mas a verdade é que está cidade é tão incrível e cheia de coisas interessantes para fazer que eu poderia passar mais algumas semanas falando sobre ela… Porém, resolvi simplificar e dividir com vocês como foi o nosso roteiro de quatro dias em Berlim, beem mastigadinho! 😉

 

Dia 1

Nossa primeira atração em Berlim, foi a visita ao Museu da Bauhaus (8 €). Esse museu é uma parada quase que obrigatória (porque no fundo nada é obrigatório né?!) para quem curte design, arte e arquitetura, nem preciso dizer que foi o Zuco quem quis visitar né? 😛 Ele não é grande, o que significa que não lhe tomará muito tempo. Mas aproveite o audioguia (em inglês, que está incluso no valor da entrada) para entender um pouco mais sobre as obras.

O que fazer em Berlim

Museu da Bauhaus

Saindo da Bauhauss, pegamos um ônibus (nós usamos muito o ônibus, VLT e metrô , por conta do nosso Berlin Welcome Card) e seguimos até o emblemático Portão de Brandenburgo, que foi construído no século XVIII e era a antiga porta de entrada da cidade. E mesmo após passar por guerras e restaurações, ele permanece lindo e imponente!

O que fazer em Berlim

Portão de Brandenburgo

Bem perto do Portão de Brandenburgo estão vários consulados, dentre eles o Consulado da França e como fazia apenas 2 semanas do atentado ao jornal Charlie Hebdo, a frente do consulado estava tomada por flores e lápis em homenagem às vítimas.

O que fazer em Berlim

Je Sui Charlie

Pouco mais tarde, seguimos a pé para o Reischtag, o Parlamento Alemão, que é bem próximo do Portão de Brandenburgo. Visitamos o Reischtag, conforme contamos aqui, e adoramos curtir o visual do Domo de vidro e acompanhar um pouco mais da história da Alemanha.

O que fazer em Berlim

Museu da DDR

Nosso dia encerrou com uma das atrações que mais me surpreendeu em Berlim: O Museu da DDR (7 € – que você também encontrará aqui no blog), que fala sobre diversos aspectos da vida na República Democrática da Alemanha. É um lugar interativo, leve e divertido!

 

Veja como usar o Berlin Welcome Card.

Dia 2

A primeira coisa que fizemos no nosso segundo dia, foi passar em frente do prédio da Fábrica de Turbinas da AEG, projetada pelo arquiteto Peter Behrens, que, cá entre nós, para mim não significaria nada 😛 , mas segundo o Zuco, a construção é um marco da arquitetura funcionalista e merecia a visita! Sendo assim, a gente acompanha né?! Hehehe

O que fazer em Berlim

Fábrica de Turbinas da AEG

De lá, que fica meio longinho do Centro, pegamos o metrô e seguimos para a Coluna da Vitória (2,20 €), monumento construído no século XIX como símbolo da vitória da Prússia, na guerra Franco-Alemã. Existe uma pequena exposição na parte interna do monumento e depois a gente sobe até o Mirante. Sem dúvidas, num dia ensolarado a vista deve ser beem mais bonita, mas, apesar do mega vento e frio, vale a pena! 😉

O que fazer em Berlim

Coluna da Vitória

O que fazer em Berlim

Memorial do Holocausto

Nossa próxima parada começou a ser mais tensa… Pegamos um ônibus e chegamos no Memorial do Holocausto (como já contei aqui) e tivemos uma pequena amostra do que foi aquele massacre promovido pelo nazismo.

Como se não bastasse, emendamos com outra programação beeem pesada: A Topografia do Terror! Esse lugar, que é um tipo de Memorial conta cronologicamente a história da Segunda Guerra Mundial, de como Hitler foi crescendo e o nazismo tomando as proporções que tomou. Tudo é retratado por fotos, textos, etc. Vimos histórias de muitos jovens que perderam a vida nesta loucura, inclusive dissidentes, que eram contra todo aquele absurdo, mas eram obrigados a “cumprir o dever”. Enfim, uma visita necessária, mas dura.

Saindo dessas duas atrações pesadíssimas, era hora de relaxar no Museu do Trabi (5 €), o charmoso carro símbolo da Alemanha Oriental, tem um pequeno e divertido museu que nos mostra e deixa entrar em váááários Trabis.

O que fazer em Berlim

Museu do Trabi

Nossa próxima e última parada do dia, foi no Checkpoint Charlie que era um dos pontos de travessia do Muro, ali se lia “Você está deixando o setor Americano!” no muro. Mas ele ficou famoso mesmo, por ser o lugar onde diplomatas, jornalistas e visitantes não alemães, faziam a travessia para a Berlim Oriental com o visto de um dia. Enfim o Checkpoint Charlie simbolizou por muito tempo a divisão entre Oriental e Ocidental, Comunismo e Capitalismo, Liberdade e Repressão.

A guarita está bem conservada e você ainda pode tirar fotos com um dos “soldados americanos” (modelos) que ficam circulando pelo local. Sem dúvidas o lugar já foi muito importante e tenso, mas hoje é um daqueles pontos mega turistões que a gente “tem que dar uma passada”, mas que não exige muito tempo. Ah! Também é possível carimbar o seu passaporte com o carimbo de Berlim Oriental, mas o meu lado mão de vaca me impediu de pagar 7 € nisso. 🙁

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Checkpoint Charlie

Ao lado do Checkpoint Charlie tem um museu e dizem que é bem legal, mas como fomos tarde, ele já estava fechado. 🙁

 

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Dia 3 

Assim que terminamos de tomar o nosso café da manhã, aproveitamos que nosso hotel ficava quase em frente a Nova Sinagoga (5 €) e fomos até lá fazer uma visita. Ela é enorme e hoje abriga a Centrum Judaicum, uma fundação que além de guardar a memória dos judeus, também é um centro de estudos e ensino. Apenas um pequeno espaço é dedicado para orações. Nem preciso dizer que a Sinagoga foi reconstruída, pois havia sido detonada na Segunda Guerra né?! Imagine se os nazis iam deixá-la passar! De qualquer forma, o prédio por si só, já vale a visita!

Ainda na Sinagoga, tivemos a oportunidade de ver uma pequena exposição falando sobre algumas famílias que saíram de Berlim para os EUA por causa da guerra, e, posteriormente, os jovens dessas famílias se alistaram no exército americano para lutar contra o exército nazista. E que após a guerra, voltaram a Berlim para ajudar a reerguer a cidade.

O que fazer em Berlim

Nova Sinagoga

Visitar cada lugar de Berlim é um verdadeiro aprendizado… Cada pessoa, família e lugar, carregam uma história muito única, embora entrelaçadas com outras histórias e cenários. Impossível sair de lá a mesma pessoa!

Depois da Sinagoga, chegamos ao Memorial do Muro de Berlim, que como já contei aqui foi um dos lugares que mais me marcou em Berlim. Não que o Memorial do Holocausto ou outros lugares não tenham me marcado, mas acho que ver a história que estudei em sala de aula na época em que o Muro ainda estava erguido, lembrar a tensão da Guerra Fria, e as imagens do Jornal Nacional com a “festa” que os alemães fizeram sobre o Muro quando ele foi derrubado naquele 10 de novembro de 1989, sem dúvidas foi bastante forte!

O que fazer em Berlim

Memorial do Muro de Berlim

Saindo do Memorial, fomos para o incrível Museu Judaico (8 €), que obviamente aborda a história do povo judeu, claro que os temas pesados são predominantes, mas há também coisas leves e curiosas, como os feitos de alguns judeus famosos como Einstein, Freud, Levi Strauss (o pai da Levi’s), dentre outros. Mas o que chama mesmo a atenção do museu, é a forma como a arquitetura dele consegue nos passar sensações pesadas, na maioria das vezes, quando o assunto é relacionado ao Holocausto. Daqueles lugares que a arquitetura ganha do acervo, sabe? E olha que o acervo é muito maneiro!

O que fazer em Berlim

Museu Judaico

Saindo do Museu Judaico, pegamos o metrô e fomos para um outro lado da cidade (Kreuzberg), a ideia era comer num lugar diferente, mas no final das contas, acabamos numa pizzaria super simples, mas deliciosa. Lá estávamos perto do Rio Spree, aproveitamos para atravessar a ponte e caminhar ao longo da East Side Gallery, uma área muito maneira onde 1,3km do Muro foi mantido e é cheia de grafites. Se a noite não estivesse tããão gelada e nós não estivéssemos tão cansados, certamente andaríamos por toda aquela extensão… Mas como não era o caso, caminhamos um pouco e voltamos para o hotel.

O que fazer em Berlim

East Side Gallery

 

Veja nossas dicas para lidar com o Inverno Europeu.

Dia 4

Começamos o nosso último dia em Berlim na Ilha dos Museus (que é um complexo de cinco museus um bem perto do outro, com diferentes temas e um passe geral 24 € ou individual 12 €). Como nós só queríamos  visitar o Museu do Pérgamo (12 €), compramos apenas a entrada dele. Logo na entrada do museu nós nos deparamos com o Porta de Ishtar, que ficava na Babilônia do Imperador Nabucodonosor. Infelizmente o Altar de Pérgamo estava fechado para visitação. Mas as belas obras e o rico acervo suprem um pouco a falta do Altar. Mas assim como a presença da Porta, do Altar e das outras obras realmente incríveis, nos perguntamos “Será que deixaram alguma coisa por lá?” – sei que isso gera uma discussão enorme, mas ainda fico impressionada em como arrancam um portão daquele tamanho de uma cidade e colocam num museu!

O que fazer em Berlim

Porta de Ishtar

Logo ao lado da Ilha dos Museus fica a imponente Catedral de Berlim (7 €), que além de linda, também é a maior Igreja da cidade e um dos principais centros Protestantes da Alemanha. Claro que a Catedral não foi poupada durante a Guerra e foi totalmente destruída em 1944 e a sua reconstrução (interna e externa) terminou em 1993. A cereja do bolo desta visita está na subida até o Domo para ter uma ótima vista da cidade e também uma vista interna da própria Catedral.

O que fazer em Berlim

Catedral de Berlim

O que fazer em Berlim

Catedral de Berlim

E para fechar nossas atividades na cidade, fomos até o The Story of Berlin (Museu da História de Berlim – 12 €), que localiza-se um pouco distante de Mitte, mas que de metrô fica super tranquilo. O museu, como é de se esperar, fala do período de antes do nazismo até a atualidade. Tem partes do Muro, carros, roupas, etc. É interessante, mas, honestamente, nada demais! O grande atrativo e diferencial dele é a visita a um Bunker (última entrada às 18h) que estava ativo durante todo o período da Guerra Fria. O lugar é tenso, frio, quase assustador… O objetivo deste bunker era abrigar a população para o caso de uma guerra nuclear, o bunker era enorme, com muitas “camas”, banheiros, enfermaria, áreas de isolamento, etc. Agora imagine, viver ali, por tempo indeterminado, com diferentes tipos de pessoas, sem a menor privacidade e sabendo que, provavelmente, não há mais vida fora do bunker. Deve ser desesperador! A visita ao bunker é guiada (em inglês) e é muito bacana e de fato o que fez valer a ida ao Museu. Adorei!

O que fazer em Berlim

Bunker – The Story of Berlin

O que fazer em Berlim

Bunker – The Story of Berlin

 

 Veja nossos outros posts sobre Berlim aqui.

 

Como vocês podem notar, nossos quatro dias não foram absurdamente corridos e lotados de atrações, mas Berlim não pede pressa, pelo contrário… Berlim pede tempo, tempo para contemplar e para digerir as muitas coisas que enriquecem essa cidade única! Não mudaria em nada esses 4 dias, mas se tivesse mais tempo eu adoraria apenas bater perna sem rumo por lá! 😉

E você, já esteve em Berlim? Qual foi a sua estratégia de visita?

 

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Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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12 Comments

  1. Muito legal o seu roteiro de 4 dias, foi mais ou menos isso que fiz em outubro, mas visitei outros museus 🙂
    Sobre a sua questão sobre a Porta de Ishtar, vale lembrar que a mesma não estava “intacta” lah no local, mas completamente em ruinas e coberta de terra/areia. Ou seja, foi um trabalho de louco feito pelos arqueologos para descobrir, catalogar, mais tarde restaurar e montar. Se tratata de uma época em que os paises não tinham condições (e ainda não tem), e deixaram entrar grupos de arqueologos estrangeiros e haviam acordos de que uma parte ficava no pais e outra ficava com os arqueologos. Quando as autoridades locais viam tudo em pedacinhos que para eles não tinha nenhum valor, não era o tipo de coisa que queriam ficar, para eles era “lixo” mesmo.
    Muita gente fala, mas a mesma coisa aconteceu no Egito. Muitos templos foram completamente engolidos pelas aguas do Lac Nasser e as autoridades locais não tinham condições de salvar. Mais de 13 templos foram completamente cobertos de agua e estao sendo destruidos pela mesma. Outros, como Abu Simbel foi “salvo” pela comunidade estrangeira, cortaram em pedaços e transportaram para um local mais alto (um trabalho incrivel). Mas se é para destruir, eu sou do tipo que é melhor que estejam bem conservados em museus. Vale lembrar o que os talibãs fizeram com budas gigantes de Bamyan, na minha opinião seria melhor que estivessem bem protegigos em um museu “seguro”…

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    • Oi Milena!
      Por isso que eu disse que esse é um assunto polêmico, concordo plenamente com o fato de que se está destruído ou ameaçado, é melhor que fiquem protegidos num museu mesmo. Mas às vezes (não neste caso, porque vi muitas restaurações lá), tenho a impressão de que nem sempre acontece dessa forma… Pode ser só impressão, até porque sou leiga no assunto, mas eu tenho sim!
      Obrigada pela visita! 😉

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  2. Oi, Natália,
    Leio sempre seu blog, embora acho que só tenha comentando umas duas vezes ainda no blog antigo (quem lê pelo ‘reader’ acaba ficando com preguiça de entrar ;D). Eu gostaria de saber qual site você usa para comprar passagens. Eu quero comprar chegando a um país e saindo de outro. E como vocês fazem para se deslocar entre os países: trem ou avião? Compram as passagens aqui ou lá? Obrigada!

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    • Oi Jussara!

      Coisa boa saber que você não desistiu da gente mesmo com o nosso hiato de mais um ano! 🙂
      Sobre as suas dúvidas, costumo usar o Voopter (esse tem alerta de preços) ou o Zupper para encontrar as passagens, mas sempre dei preferência para comprar no site da companhia. Para comprar chegando em um lugar e voltando por outro, use a opção múltiplos destinos, ali você escreve onde e quando quer chegar e vice versa. Sobre os nossos deslocamentos entre as cidades, depende, eu costumo avaliar o preço e o tempo, por exemplo fiz Paris – Praga de avião (2h de voo contra 10h de trem) e o preço não era muito diferente. Já de Praga para Berlim, fiz de trem pois eram 4h e ainda conseguimos o stop over em Dresden. E pra fechar, como minhas viagens não são muito longas (no máximo 20 dias), eu costumo sair daqui com tudo devidamente comprado e reservado (isso vale para hotéis também, uso muito o nosso parceiro Booking.com), para evitar imprevistos! 😉
      Espero ter lhe ajudado! Qualquer outra dúvida é só aparecer!

      Beijão!

      Ah! Não esqueça de fazer o seu seguro viagem (aqui no blog tem cupom de desconto).

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      • Valeu, Natália, super obrigada pelas dicas!
        Estava pensando em fazer o seguro aqui pela página mesmo, para pegar o desconto.
        Minhas viagens também não são muito longas, até porque ultimamente nossa moeda está bem desvalorizada, não é mesmo? Está bem mais caro viajar pro exterior.
        Beijos.

        PS: podexá que qualquer outra dúvida eu apareço sim. ;D

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        • Realmente estamos numa fase de instabilidade econômica complicada que eu espero que passe logo! Mas ainda existem destinos bem acessíveis fora do Brasil, a gente só tem que pesquisar direitinho!
          Se precisar de mais alguma dica, é só falar!
          Beijão!

  3. Uau, se eu já sofri pra conhecer Berlim em 6 semanas – fiquei com dor no coração de deixar tanta atração de fora, imagino vc (e 99,9% dos turistas) se programando pra 4 dias por lá!!! Por isso que decidi ir estudar um tempinho por lá pq sei que menos de 1 semana não daria pra mim! Queriam te cobrar só 7 euros pelos carimbos no Checkpoint Charlie? Acho que tenho cara de rica pq pra mim, disseram que era 12 ou 16 euros!!! Nem lembro direito pq era tão absurdo que fiz questão de apagar da memória! A minha escola ficava pertinho da Nova Sinagoga! Eu tb dei o azar de pegar o Altar de Pergamon fechado pra reforma… Já estou programando minha volta pra 2019/2020 e aí já aproveito e vejo como vai ficar o Palácio na Unter den Linden! Bjs!

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    • Acho que passar seis semanas em Berlim deve ser incrível!!!
      E não adianta né? O tempo sempre é curto quando as cidades são ricas, em muuuitos aspectos, como é o caso de Berlim. O Zuco sempre diz que a gente tem que ter motivo para voltar aos lugares, o Altar de Pergamon é o nosso “motivo” para voltar a Berlim (como se precisasse né?!).
      Jura que te cobraram mais de 12 euros pelo carimbo????? Esse povo abraçou o capitalismo com tudo hein? hahaha
      Beijão Fê!

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  4. E o campo de concentração?

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    • Infelizmente eu não visitei nenhum campo de concentração, Janine!
      Realmente eu gostaria de ter ido, mas não coube na nossa programação e deixamos para uma outra oportunidade… Quem sabe quando estivermos na Polônia? 😉

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  5. Um dos lugares mais incríveis que já conheci! Deu maior saudade este post!
    Beijossss

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