AirBnB: Dicas para correr tudo bem!

Há alguns meses atrás alguns amigos, de diferentes lugares, me perguntaram se eu já havia usado o AirBnB, se é tranquilo, se só alugo apê ou também já fiquei em quarto. Enfim, dúvidas comuns de quem está pensando em usar um novo tipo de hospedagem pela primeira vez.

Em primeiro lugar, preciso deixar claro que sou fã do AirBnB (e isso não é um post patrocinado), inclusive recebi hóspedes na minha casa durante a Copa. Mas isso não quer dizer que tudo tenha sido flores, já passei um perrengue em Joanesburgo que contei aqui. Mas no final tudo foi resolvido e como sempre devemos fazer, aprendi com a situação.

AirBnB

 

Sobre o tipo de hospedagem, já fiquei em apartamento, guest house (tipo pousada) e em quarto com banheiro compartilhado com os donos da casa. Ao todo foram mais de dez hospedagens, distribuídas pelo Brasil, Itália, Argentina, Chile, África do Sul, Eslovênia e EUA. E a maioria das vezes correu tudo super bem.

Sendo assim, resolvi separar cada questão por tópicos:

 

  • Como saber se o anfitrião é responsável?

A única maneira de ter referências do anfitrião é lendo todos os comentários sobre ele, sempre procuro selecionar pessoas bem avaliadas em qualidade e quantidade. Acredito que esse tenha sido um dos meus maiores erros no episódio de Joanesburgo, pois o anfitrião quase não tinha referências.

Cometários AirBnB

Outra coisa, sempre procuro escrever uma mensagem para o anfitrião antes de fechar a reserva, para dar uma conversada antes.

 

  • Qual o melhor tipo de hospedagem?

Depende! No geral eu prefiro alugar apartamento, acho bacana ter “uma casinha” no lugar, fazer compras no mercado, poder cozinhar de vez enquando. Mas nem sempre o bolso permite, esse foi o caso de Nova Iorque, onde a hospedagem é caríssima. Neste caso alugamos um quarto no apê de uma pessoa, foi super tranquilo, mas acho que é o tipo de hospedagem para se ficar menos tempo (ficamos 8 dias), pois cansa ficar no quarto o tempo todo, principalmente quando não se tem televisão (minha opinião) – a gente podia ir pra sala e tal, mas sabe quando nem sempre você está afim de sociabilizar?

Enfim, tudo é muito relativo, depende do seu budget e do seu perfil. Tem gente que prefere ficar numa guest house pegar dicas com as pessoas de lá e tem gente que prefere, ficar na sua. Digamos que eu sou um pouco das duas coisas, mas no final de um dia inteiro de bateção de perna em NY, eu queria tomar um banho e descansar.

 

  • Custo x Benefício

Isso varia muito! Mas o que eu faço, geralmente, é pesquisar algo no AirBnB e no Detecta Hotel para ter uma idéia dos preços locais. Tem vezes que os hotéis são tão baratos que não vale a pena, como na Ásia.

Agora, se tem hotel e apartamento com preços parecidos, procuro o melhor (seguindo os passos acima), no caso de Florença o apartamento era uma graça e os poucos hotéis com aquele preço, não estavam com uma cara muito boa. Além disso, eu ia me casar, então precisava de um lugar legal para me arrumar.

Se a viagem for em grupo ou família, considero o AirBnB imbatível, pois geralmente sai mais barato alugar um apê que caiba quatro pessoas do que pagar dois quartos num hotel.

Resumindo, avalie os preços dos hotéis e do tipo de hospedagem, veja se a localização é boa e cheque as avaliações (tanto do hotel, quanto do AirBnB).

 

  • Comunicação

Isso é muito importante! Você precisa combinar exatamente onde e quando você vai pegar a chave, pode ser no próprio apartamento, pode ser num ponto de encontro próximo, mas não deixe de se comunicar! Qualquer atraso ou mudança de planos é importante.

No meu caso, se eu for chegar na cidade de avião, aviso a previsão de chegada do voo e calculo um tempo (geralmente 60-90min), para marcar.

E se a pessoa não aparecer? Infelizmente isso pode acontecer, e infelizmente aconteceu com os meus pais em Florença, após tentarem o contato com os responsáveis pela hospedagem sem sucesso, eles ligaram para a sede do AirBnB nos EUA e rapidamente tudo foi resolvido, foi um transtorno, mas foi contornado.

 

  • Garantia do AirBnB:

O AirBnB lhe dá 24h para aprovar ou não a hospedagem, aliás as 24h também servem para o anfitrião. Caso tenha algo que não lhe pareça igual ao anúncio, esteja sujo, etc. Você pode entrar em contato neste prazo, que geralmente eles devolvem o seu dinheiro. Isso aconteceu com o Tales em Belo Horizonte e foi super tranquilo.

 

  • Quando não ficar?

Essa é uma opinião pessoal, mas quando eu vou passar apenas uma noite e chegando tarde, eu prefiro ficar num lugar que eu sei que terá gente 24h, que não dependerá d’eu ter combinado horário. Esse foi outro aprendizado do episódio de Joanesburgo.

 

  • Encomendas

Isso é mais comum quando a viagem é para os EUA, nós costumamos comprar algumas coisas (no geral eletrônicos) e pedir que entreguem no lugar que vamos nos hospedar. Então, se for o seu caso, pergunte primeiro se há algum problema para o anfitrião, depois procure saber se tem algum porteiro ou não, e verifique se a sua encomenda precisa da assinatura do morador para receber. Em Los Angeles, nós perdemos um celular porque o correio deixou na portaria e a nossa anfitriã não pegou, ou seja, sumiu! E se a comunicação com o anfitrião estiver enrolada, evite fazer esse tipo de transação. Só para deixar claro, fizemos a mesma coisa com a nossa anfitriã em Nova Iorque e correu tudo bem.

 

Bom, acho que falei até demais!!! Mas não se acanhe de dar mais dicas na caixa de comentários, pois cada experiência é diferente.

 

Segue abaixo o link dos lugares que eu fiquei, aprovei e recomendo muito para vocês:

Buenos Aires

Cidade do Cabo

Florença

Florianópolis

Ljubljana

Nova Iorque

Santiago

Roma

 

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Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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10 Comments

    • Eu adoro ficar em apartamentos Ana! Me dá a impressão de que estou morando no lugar.
      Adorei a visita!
      Beijão!

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    • Que legal Helena!!!
      Quem sabe eu não vou conhecer o seu apartamento?
      Obrigada pela visita!!!
      Beijão!

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  1. Também virei fã do Airbnb depois da minha experiência em Barcelona. Gostei do post. 😉

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    • Sou suspeita, mas acho o AirBnB uma das formas de hospedagem mais democráticas que existe, tem apê chique, apê pimba, quarto bom, quarto mais ou menos… Tem pra todos os bolsos!
      Obrigada pela visita Elaine!
      Beijão!

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    • Ola Elaine,pode passar a dica da sua hospedagem em Barcelona?????
      Grato

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      • Também gostaria muito de saber a dica da hospedagem em Barcelona. É a primeira vez que vou ficar pelo airbnb e seria ótimo já ter um como referência.

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  2. Oi Natália!!!
    Eu tb sou fã.
    Em janeiro deste ano ficamos em dois apês em NYC e Miami. E casualmente eram do mesmo dono. Na verdade procurei em Miami e vi que o anfitrião tinha em Nova Iorque também e resolvi perguntar. Deu certo.
    No Chie também foi supertranquilo.
    Suas dicas são ótimas e faço exatamente isso antes de fechar o “negócio”.
    Abraços e sucesso… ah! E muitas outras boas viagens!

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    • Que bom que gostou do post Marília!
      Acho o AirBnB uma forma super democrática de hospedagem, pois tem opções para todos os bolsos.
      Obrigada pela visita e muitas viagens para nós!!!! 🙂

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