Porto Velho: Comidinhas e Passeios – por Bernardo Mattos

E como prometido, o Bernardo voltou para contar um pouco sobre o que ele viu em Porto Velho!

No post anterior sobre Porto Velho, eu comentei sobre o antigo complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e sua grande importância histórica. Mas a cidade ainda reserva algumas outras atrações interessantes.

O crescimento diferenciado de Porto Velho deve-se muito a migração contínua de mão de obra para a região, sobretudo em função da construção das mega usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Juntas, elas terão um papel importantíssimo no suprimento de energia elétrica no Brasil a partir do ano de 2013, apesar de todos os impactos associados. Jirau está sendo construída a mais ou menos 120 km de distancia da cidade, já as obras de Santo Antônio podem ser facilmente avistadas na orla de Porto Velho:

Estive bem próximo da região das obras de Santo Antônio, em especial para visitar a igrejinha de mesmo nome, que data de 1913. Ela é bastante conhecida na cidade (pelas tradições religiosas, principalmente), apesar de sua simplicidade.

E por falar em usina, recebe destaque especial na capital rondoniense o importante rio Madeira (quarto maior rio brasileiro e principal afluente do rio Amazonas). Basta uma rápida olhada para descobrirmos por que o Madeira tem esse nome. Além de barrento, o rio recebe uma grande quantidade de troncos e árvores em suas águas.

Para passear sobre as águas do Madeira, há duas alternativas. Uma delas funciona mais num esquema de bar flutuante. O passeio dura em torno de 1h e percorre um trecho bem pequeno do rio. Durante o percurso, é possível comprar cerveja e comida no restaurante da embarcação. É bastante simples o passeio, e não achei tanta graça. Mas vale para um bom bate-papo “acervejado”, além da possibilidade de observar melhor a cidade a partir das margens do rio.

A segunda opção de passeio é mais interessante. Num barco menor e mais rápido, um guia turístico da região irá durante o caminhando explicando várias curiosidades sobre o Madeira, a população e a cidade de Porto Velho. O percurso que eles fazem também é bem maior.

O primeiro passeio custou R$ 10,00 e o segundo R$ 20,00. Ambos podem ser contratados na orla do rio logo em frente ao complexo da EFMM.

Bem próximo ao antigo complexo ferroviário está também o Mercado Central da cidade, com suas especiarias da região norte. Por lá a gente encontra vários tipos de queijos, frutas, peixes, mingaus, tapiocas, caldos, bolos e outras delícias. Para quem gosta, é uma boa pedida. Levei farinha de mandioca com coco para a minha mãe, e ela adorou.

Bem perto do Mercado está o prédio da antiga administração da EFMM, que tem a forma de uma locomotiva da época (se bem que reconhecer isso hoje requer certa imaginação a mais de todos nós). Esse prédio é conhecido como Prédio do Relógio, por ter em sua parte superior um relógio que ainda funciona e orienta parte da população que ali transita.

Voltando às guloseimas, pelas ruas de Porto Velho a gente encontra também muita gente vendendo banana-frita em barracas e umas combinações de açaí muito bacanas.

Mas a grande novidade para mim ficou por conta da bebida. Visitei um bar que ficava no mirante da cidade para o complexo da EFMM (que, aliás, também vale conhecer pela vista). No cardápio, havia uma tal de “cerveja suja”. Perguntei para a atendente, e ele explicou que era uma cerveja misturada com limão, gelo e sal (além de receber aquela borda de sal que vemos normalmente nas caipirinhas). Experimentei e aprovei. Claro que é um pouco estranha a princípio, e pode ser meio enjoativa também para muitos copos, mas gostei da ideia e do sabor.

 

Não muito longe do Mercado, fica uma região com alguns prédios históricos bem legais. Quando os visitei, tive a ótima companhia de dois moradores do estado que andavam por ali fotografando. Além de muito simpáticos, ainda me ajudaram bastante a localizar alguns prédios do governo e outros pontos interessantes para visitar. Por lá, observei a sede do governo de Rondônia (Palácio Getúlio Vargas), o Mercado Cultural (antigo mercado publico, que hoje abriga anfiteatro, praça de alimentação e lojas de produtos regionais), a prefeitura  e a Catedral do Sagrado Coração de Jesus (em estilo neoclássico, ela possui em seus interiores vitrais coloridos e quadros sacros).

Mas para encerrar, se engana quem pensa que os resquícios do antigo complexo da EFMM seriam mesmo o grande cartão postal de Porto Velho. O maior símbolo da cidade são as três caixas d’água que vieram dos EUA no começo do século XIX (por causa da ferrovia), e que hoje marcam presença em uma praça da região central (bem perto do Palácio GV) com o nome sugestivo de Praça das Caixas d’água. Na época. elas serviam para o abastecimento de água nos bairros nobres da cidade. Hoje estão lá somente mesmo para enfeitar. Quem tiver a oportunidade de conhecer Porto Velho, não pode voltar sem sua foto na Praça.

Um suuuper obrigada ao Bernardo pela participação aqui no Ziga da Zuca, afinal tem muita gente que, assim como ele, vai parar em Porto Velho à trabalho, e não tem ideia do que fazer por lá… Bom, agora sabe! =)

 

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Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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1 Comment

  1. Gostei muito do seu post, ótimas dicas para quando eu for para Porto Velho. Não conhecia esse lugar por esse ponto de vista. Parabéns!

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