Catedral de São Basílio e Suas Cúpulas Felizes

Quando falam sobre a Rússia, qual a primeira imagem que vem a sua cabeça?

Isso aí… Grandes cúpulas coloridas, que lembram sorvetes e doces confeitados, da famosa Catedral de São Basílio, que muitos acabam confundindo com o Kremlin. É inevitável, falou sobre a Rússia, e lá está ela toda alegre e colorida na nossa cabeça.

E foi assim mesmo, toda prosa, que eu a vi, quando estava quase pisando na Praça Vermelha. Lembro de ver uma parte dela e pensar: “É ela!“ e em seguida ao vê-la por inteiro, soltar um “Não acredito que estou aqui! Ela é linda mesmo!“

A história dessa catedral é meio louca e interessante…

Ela foi construída sob às ordens do Czar Ivan IV, ou “Ivan, O Terrível”, entre os anos de 1555 e 1561, para comemorar a captura das cidades de Kazan e Astrakhan. Até então tudo bem, o louco mesmo fica por conta do Ivan que, de acordo com a lenda, mandou cegar o arquiteto Postnik Yaklovev, responsável pela construção da Catedral, para que ele não fosse capaz de fazer algo tão belo e grandioso. BI-ZAR-RO!!!!!

E como a maioria das igrejas e catedrais russas, ela também quase rodou em dois momentos: o primeiro por causa de Napoleão que tentou explodi-la, mas parece que o pavio foi apagado pela chuva e os planos dele foram, literalmente, por água abaixo (fiasco hein Napoleão?!). E o segundo, durante o comunismo, claro! Mas ela resistiu firme e forte, toda linda!

São nove cúpulas, cada uma dedicada aos santos cujo o dia o Czar venceu uma batalha durante os assaltos à Kazan. E os detalhes delas são tão incríveis e ao mesmo tempo diferentes entre si, nos desenhos, cores,  texturas… O pobre do arquiteto mandou muito bem, pena que ficou cego!

Seu nome se dá porque uma de suas capelas, mais precisamente a última, ter sido construída sobre o túmulo de São Basílio. E na sua frente uma estátua de bronze homenageia Kuzma Minin e Dmitry Pozharsky, dois caras que reuniram voluntários para barrar os invasores poloneses.

Confesso que a parte interna dela, apesar de bonita, não é tão surpreendente quanto o seu exterior, mas é rica em ícones e símbolos da Igreja Ortodoxa Russa, seus estreitos corredores ligam as pequenas capelas, e para quem não curte muito lugar fechado, pode ficar um pouco incomodado, mas nada demais.

Aberta apenas para visitação, hoje ela opera como uma parte do Museu Histórico do Estado e desde 1990 faz parte do conjunto do Kremlin e da Praça Vermelha, além de ter sido tombada pela UNESCO.

E mais uma vez agradecemos aos céus, por manter essa obra incrível de pé, apesar do Napoleão e do comunismo.

Funciona de quarta à segunda-feira e a entrada custa 50 rublos.

 

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Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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6 Comments

  1. Oi Tata
    Realmente é linda, somente vendo que a gente se toca, capricharam.
    Fiz uma fotografia pelas grades semelhantes a sua.
    Fomos a praça Vermelha duas vezes, numa tinhamos que voltar para ir ao Bolshoi e na outra ficamos enrolando na praça e de chegamos na Cayedral às 1645 e não podia mais entrar, o limite é 1630 e fecha às 17 horas, vai ficar para uma próxima.
    Mas por fora já encantou.

    🙂

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    • Que pena você não ter entrado! Mas, como disse, a parte externa dela ganha de lavada da interna. Pois as do Kremlin e a Catedral do Cristo Salvador, são bem mais ricas em detalhes e ícones.
      Sobre a Praça Vermelha, posso dizer que me viciei nela, estive lá umas quatro vezes, mega exagero! hahaha – Mas fiquei fascinada!
      Obrigada por dizer o horário, estava na dúvida, por isso não coloquei no post. Agora posso complementá-lo.
      Obrigada pela visita! =)

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