Tem lugar no seu sofá?

Imagine receber um e-mail de qualquer canto do mundo, com essa pergunta…

Pois foi isso que eu fiz essa semana para umas 6 pessoas em Moscou. Mas calma! Não foi aleatório, eu me cadastrei no site de relacionamentos CouchSurfing que reúne viajantes do mundo inteiro, que disponibilizam suas casas para receberem os “surfistas” em seus sofás.

Já havia ouvido falar, mas nunca havia acessado ou procurado saber melhor, fiquei impressionada com a organização do site e a hospitalidade das pessoas.

As vantagens são muitas, afinal além de economizar na hospedagem, você conhecerá a cidade com as dicas quentíssimas de quem mora no lugar, fugindo daquelas clássicas furadas para gringos. Sem contar, a imersão sociocultural que você terá.

Desvantagens? Bom, você não está escolhendo um hotel, ficará na casa de alguém, haverão regras (ou não), pode não ser tão confortável, etc.

O site tem tudo bem explicadinho (em português inclusive), você se cadastra, faz uma busca para o lugar onde quer viajar, diz quantas pessoas são (no meu caso somos dois), verifica a localização na cidade e após selecionar os possíveis “hosts” envia o requerimento e aguarda a resposta.

E para quem ainda não se sente seguro de receber um viajante desconhecido em casa, existe a opção de encontrá-lo para tomar um café e mostrar um pouco da sua cidade para ele.

Se você ainda está olhando torto para essas possibilidades, veja os números:  Hoje existem 2.839.853 CouchSurfers, com 3.241.602 Experiências positivas tanto para surfing (quando você vai para o sofá de alguém) quanto para hosts (quando você oferece a hospedagem).

E você tem alguma experiência com o CouchSurfing ou algo parecido? Se animou em conhecer? Conta aqui pra gente vai! =)

Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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12 Comments

  1. Já tinha ouvido falar quando estava na Suíça. Muitos colegas de faculdade lá faziam isso. Falavam que era super legal e seguro 😉

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  2. ótima matéria! Muito bem lembrado! Eu mesmo já usufrui dos recursos do couch surfing e fiz ótimos amigos no Peru. Recomendo e estou utilizando intensamente para minha próxima viagem!
    Falando nisso, cabe alguém no seu sofá para o RockinRio?? hahah

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  3. Poxa, logo o Rock in Rio… Esse período é disputado por aqui Luiz!
    Mas legal saber que você surfou em alguns sofás pelo Peru. Tô bem animada em estrear em alto estilo na Russia! =) O legal foi que encontrei um host russo que ainda por cima, fala português. =)

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  4. Clarissa, o CouchSurfing era algo tão distante para mim, quando resolvi procurar me espantei em ver que as pessoas não dificultaram porque irei com o meu namorado. Tomara que dê certo!

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  5. Natália, sobre o rockinrio era brincadeira! Eu não vou ter tempo de dormir haha! E lá no Peru o pessoal é muito amável quanto a essa questão de hospedagem via couchsurfing. Realmente conheci pessoas que ficavam até meses albergados nas casas de locais para poder aproveitar ao máximo a imersão em outra cultura. Agora não sei se vale é a pena ficar tanto tempo pregado na cola de um couch!

    Eu espero que vc compartilhe mesmo as experiências na Rússia, principalmente as experiências econômicas! É difícil encontrar na blogosfera brasileira, referências na área do turismo para viajantes que estão indo no limite. Precisamos muito mais de ações como esssa!

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  6. Taí um assunto legal e que poucos blogs abrangem (Parabéns pela iniciativa! :))
    Eu já tive algumas experiências no Couch Surfing e todas foram muito legais.
    Uma na Antuérpia, onde eu e uma amiga ficamos na casa de um belga, que nos levou para visitar vários lugares, apresentou os amigos e nos levou para várias baladas divertidas.
    A segunda experiência foi bem divertida também, e foi em Dublin, na Irlanda.
    Sempre que posso, vou aos encontros com o pessoal do Couch (tenho vários amigos que conheci nesses encontros).

    A idéia do projeto é bem legal, trocar experiências com as pessoas do mundo, conhecer pessoas e aprender sobre culturas: tudo o que eu mais gosto de fazer! 🙂

    Bom, para quem está iniciando, eu gostaria de deixar as seguintes dicas:
    -Quando for procurar um “sofá para surfar” ou aceitar alguém para surfar no seu sofá, leia as referências e troque vários emails com a pessoa antes. Não tenha vergonha de perguntar e pedir informações sobre nada.
    -Previnir é melhor do que remediar não é verdade? Então, é sempre bom deixar alguém da sua família avisado onde você vai estar (endereço e telefone do lugar, número do seu passaporte) e dar sempre notícia para essa pessoa.
    -Converse muito com a pessoa que está te recebendo (que tal levar uma lembrancinha?). Convide-a para um passeio, cozinhe uma comida típica, troque idéias, procure a conhecer! Esse é o espírito da “brincadeira”.
    Acho que é isso…Aproveite bem a experiência! Quem quiser me adicionar lá no couch, me avisa que eu mando o link! Abraços a todos! 😀

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  7. Uau Nina! Obrigada pelo mega comentário que super enriqueceu esse post. =)
    Que máximo ver que suas experiências foram boas e em lugares, para mim pelo menos, diferentes.
    Adorei todas as dicas, vou tentar me aperfeiçoar na parte da cozinha para não fazer feio em Moscou! hahaha

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  8. Opa, prometi e vim cumprir! rsrs!
    Hospedei um Búlgaro, por cerca de um mês, em minha casa. A experiência foi boa, pratiquei muito inglês, mas, também falei muito português (ele sabia falar). Antes de nos conhecêssemos pessoalmente, trocamos muitos e-mail, batemos muito papo pelo msn, e pelo celular.
    A experiência foi interessante; Você vai ver que no começo, é mil maravilhas, mas as diferenças com o tempo pesam e muito! E conheci duas outras pessoas, Um americano – quando estive em Buenos Aires, nos conhecemos pessoalmente, no albergue em que estava hospedado – e uma inglesa que, estava estudando Português aqui, em Salvador… nos encontrávamos praticamente, todos os sábados depois do curso de turismo que fazia… Gostei muito das experiências que o CSers me proporcionaram.

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  9. Natália,

    Um equívoco comum no Couchsurfing é ver a possibilidade de ser recebido na casa de alguém, como uma alternativa de hospedagem barata! Uma apropriação que nesse caso mais contribui para empobrecer e enfraquecer um movimento de pessoas interessadas numa experiência de viagem rica culturalmente, em contraposição ao turismo e a experiência de viagem enquanto consumo.

    O desafio atual do projeto, que para alguns ainda é uma filosofia de Vida, é justamente o de não se tornar refém do próprio sucesso, mantendo-se fiel às suas origens.

    Me desculpe, mas acredito que sua idéia sobre o CS é um pouco diferente da realidade. Espero que essa diferença sirva como inspiração para conhecer o que é de fato o Couchsurfing, e como você pode contribuir para que a ele seja cada vez melhor.

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  10. Esqueci de dizer algo importante, tudo sobre o couchsurfing está lá: O que ele é, como você pode participar, dicas de como fazer seu perfil, dicas de como ver o perfil dos outros, dicas de segurança.

    Parabéns pela coragem de começar e por ter dado tudo certo.

    1 abraço,

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  11. Olá “Anônimo”!
    Concordo com você no que diz respeito a apenas uma alternativa de hospedagem barata, e claro que só tive essa visão de forma mais clara, após a minha primeira experiência. E posso lhe dizer que foi incrível!
    Por isso mesmo, penso em repetir a dose, porém sem passar tanto tempo nas próximas vezes, pois tenho consciência de que não estou indo para um hotel, e como quero conhecer o lugar e o host, acho melhor dividir o tempo. =)
    Obrigada pelo comentário, sem dúvidas enriqueceu muito o post e o blog! =)

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  12. Yessss, Já fui hospedada e ainda hospedo. Hoje não consigo mais ficar hospedada na casa de ninguém póis preciso de um pouco de conforto, mas hospedo com frequência e ADORO. Quando me perguntam a respeito da segurança de abrir sua casa para pessoas desconhecidas sempre digo que quem se hospeda, principalmente se tiver longe do seu país, tem mais medo de você do que você dele afinal você está no seu lugar.
    Nunca tive experiências negativas nem hospedando nem sendo hospedada, é claro existem algumas pessoas que vc se identifica mais e com elas será mais divertido.
    Hoje sou bem criteriosa na hora de escolher quem vou hospedar. Não curto mais hospedar quem está fazendo mochilão na América do Sul porque essas pessoas normalmente só querem um lugar para dormir e a minha cidade é só mais uma no meio de tantas. Gosto de pessoas que vem para minha cidade para fazer uma imersão cultural e que querem uma troca;
    Nas minhas experiências como hospedes também foram maravilhosas. Realmente você conhecer a cidade pelos olhos de quem mora nela faz toda a diferença.
    Se todo mundo encarasse o projeto dessa forma seria perfeito!

    bjs
    Dani Bispo

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