Um giro pela Liberdade!

Conhecer o Bairro da Liberdade em Sampa, já havia virado idéia fixa!!! Afinal trata-se da maior comunidade nipônica fora do Japão, e eu tinha que dar um giro por lá! Apesar da resistência dos amigos paulistanos…

Mas, aproveitei as megas dicas do Matraqueando e encarei o passeio sozinha mesmo e foi show!

Peguei o metrô desci na estação Liberdade (linha Azul), e logo de cara já senti uma certa mescla de idiomas (além dos japoneses, tinha a turistada de todo o canto) e estilos.

Não vale à pena ir de carro, algo que aparentemente os paulistanos adoooram fazer, talvez por isso houvesse a “resistência”. Haviam muitos carros parados no trânsito, poucas vagas, muitas pessoas nas calçadas e como as ruas são estreitas, o resultado é: TRÂNSITO. Então volto a bater na tecla do transporte coletivo, neste caso o metrô atende muito bem!

A primeira coisa que eu fiz quando cheguei, foi sair atrás de um restaurante para almoçar, pois estava faminta! Meu primeiro foco foi provar o tal lámen (pai do miojo) no Restaurante Aska (especializado no assunto), que a Sílvia disse que não foi, mas gostaria de ter ido! Aí pensei: “Eu vou e depois conto para o pessoal!”, é eu fui… Mas fechava às 14hs e deveriam ser coisa de 15hs. Humpf!

Então resolvi ir no certeiro: O tradicional Restaurante Nandemoyá (Rua: Américo de Campos, n 09), que tem comida à quilo (R$ 39,90 feriados, sábados e domingos). Aliás, com essa fachada, só o encontrei porque estava com o endereço anotado!

Mas a comida é saborosíssima e com uma enorme variedade! Caprichei no meu prato e paguei R$ 20,00. O salmão assado estava um espetáculo!

Também estava incluso no preço, missôshiro, sobremesa (melancia) e música ao vivo (com bom repertório). Apesar da cara de mega churrascaria de estrada, valeu super à pena.

Já de barriga cheia, ficou mais fácil organizar as idéias!

Entrei num mercado japonês, e embora quisesse escolher algumas coisinhas para comer e comprar, estava tão, mais tão cheio, que dei um giro para ver as pessoas (na maioria orientais ou paulistanos aproveitando a folga) e as mercadorias e parti.

Quase no viaduto onde tem o famoso “portal” da Liberdade, notei que havia um Jardim Oriental meio abandonado, com um portão fechado e grades em volta, consegui fazer algumas fotos, mas não havia nada escrito, sobre o porquê dele estar fechado e parece que faz tempo. Uma pena!

Quando voltei, resolvi passar na feirinha para ver o que tinha de bom. E tinha desde artesanatos japoneses, bijouterias até flores. Uma diversidade bem interessante!É uma oportunidade de conversar, mesmo que pouco, com os orientais que vivem por lá, ver o jeito discreto e comedido deles… Sou fascinada por essa cultura!

Ainda na feirinha, tinham umas barracas que faziam bolinhos de camarão ou lula, rolinhos primavera, espetinhos, tempuras de legumes… Dava água na boca!

Mas o barulho da gordura fritando aos ouvidos, fazia eu sentir dó do meu fígado e como o estômago havia sido bem saciado no almoço, deixei passar.

Foi uma grande oportunidade de observar o jeito discreto e comedido, além de conversar (mesmo que pouco), com essas pessoas riquíssimas tanto em cultura, quanto em vivência.

Fui embora satisfeitíssima com a minha tarde! E realmente, recomendo a todos, visitarem ao menos uma vez a Liberdade, que é um cantinho muito especial do Japão em São Paulo e nesse nosso Brasilzão!

Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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7 Comments

  1. Adorei, sou louca pra conhecer esse bairro, apesar de ter ido várias vezes em Sao Paulo, sempre fui pra trabalhar e nao tive tempo pra passear, um dia vou.
    Federico está em Sao Paulo agora, mas tb pelo trabalho.
    Beijinhos
    Aline

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  2. Adoreiiiiii prima!!!
    A Liberdade é bem isso aí mesmo!!! Adoro ir lá!!! O André fica doido nesses mercadinhos, louco pra comprar tudo que ele gostava de comprar no Japão! heheheh…
    E você tomou o famoso picolé de melão??? rsss…
    Parabéns pelo post!!!
    Beijão!!!
    Cíntia

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  3. O Melona??? Claaaaro!!!! Na verdade já havia provado na minha outra vinda para cá e fiquei super feliz quando achei um lugar que vendo no Rio!!!! É deliciosooo!!!!
    E você estava certa Prima! Amei a Liberdade!!! =))

    Aline, vale super à pena conhecer e é bem tranquilo de ir sozinha, de metrô ou com o filhote!

    Beijocas!

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  4. Que pena que não fui com você, Naty esqueceu de seu amigo Oriental aqui de sampa :(, da proxima vez que vier e for na Liba como chamamos aqui, você tem que ir no Lamen Kazu que faz o autêntico lámen japonês com o macarrão importado do japão. E terá que comer o tradicional churrasco coreano Bulgogui além de ir no bunka que tem o museu com objetos da epoca da imigração. Além de visitar o maior templo budista da america do sul que fica em cotia o Templo Zulai.
    Naty o Henrique também e cultura hahaha.

    bjos

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  5. A Liberdade é mesmo muito legal.
    Também entrei em uma dessas lojinhas. A diferença é que minhas amigas me “convenceram” (leia: obrigaram)a ficar.
    Mas não me arrependo, porque sai de lá com muitos produtos e guloseimas, que renderam um jantar japa na casa do tio que eu estava hospedada.
    Também vi o tal jardim, e ele tmb estava fechado qnd fui. Uma pena, né?
    Adorei o post!
    Beijokas

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  6. Também estive no Bairro da Liberdade no início do mês, mas nem entrei nos restaurantes. Foram os tempurás das barraquinhas que me chamaram de cara! Não sou muito de comer frituras, mas ao tempurá eu não resisto nunca! rsrs

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  7. Camila, eu também nunca resisto ao Tempurá! Tanto que já havia comido no restaurante… Eu só não caí de boca na barraquinha, porque havia acabado de almoçar! =)

    Henrique da próxima vez você será o meu super guia na Liba!!!! =)) Quero visitar o Templo Budista e tudo mais! Só não quero espetinho coreano, por causa dos cachorrinhos! =)

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