Primeiro contato: Santa Cruz de La Sierra

Chegamos de madrugada e seguimos para o Albergue (quarto de casal com banheiro), excelente! Logo no café da manhã, fiz questão de tomar o tão polêmico, para nós e comum para eles, chá de coca. E não! Não dá onda!! haha – É um chá amargo, bom para o fígado e ativa a circulação, o que o torna indicado para o soroche (mal da altitude), mas em Santa Cruz não há necessidade.
Um dia foi o suficiente para estabelecermos nosso primeiro contato com o país, passeando por Santa Cruz. Muita coisa diferente, desde ônibus, taxis, que são muito baratos, mas não usam taxímetros, medem as distâncias pelas anilhas (no caso de Sta Cruz), resumindo, não temos muita idéia da lógica deles, mas pareciam honestos.


E também, foi o local onde mais esbarramos com brazucas, que pareciam aproveitar a o bom momento do Real, para fazer compras.
Constatamos de cara, que realmente os bolivianos têm uma forte relação com a música. Ou seja, quase todos os lugares tocavam música, em Sta Cruz, a constante era o sertanejo brasileiro, mas como Deus é bom, surgiam algumas boas exceções como um senhor, pouco notado, tocando violino na rua. E na andança, passamos por um monte de camelôs… Tinha de tudo: Cosméticos, CDs piratas (Zezé de Camargo e Luciano, Reginaldo Rossi e cia bombavam), além de frutas, roupas, etc.




Entramos também numa versão boliviana da Daslu (Cosmet), onde os preços são em dólares, tem seguranças na porta e não podemos entrar com bolsa, deixamos tudo no guarda volumes. Tanta frescura nos incomodou, ficamos pouco tempo. Mas embora os valores sejam em dolares, os produtos saiam ainda mais em conta que no Free Shop.
Santa Cruz é uma cidade arrumadinha e arborizada, não se vê muita pobreza por lá. Seu atrativo principal é a agradável, embora estivesse ventando muito, Plaza 24 de Septiembre onde se fica a Catedral ou a Basília Mayor de San Lorenzo, que possui uma torre aberta a visitação, de onde se tem uma boa visão da cidade.


Algo bizarro que encontramos na Bolívia foi o banco Union, acho que o principal de lá, bom ele tem cores do Itaú e fonte do Unibanco, uma criatividade sem fim.


Acertamos a nossa passagem aérea para La Paz, via BoA – Boliviana de Aviación, pois embora tenha um site direitinho, só efetua reserva, não vende, para comprarmos tivemos que ir a loja, via telefone ainda do Brasil, eles falaram que a outra forma, seria se conhecessemos alguém de lá para comprar com antecedência. Prático não? hehe


Mas o motivo de procurarmos a BoA (a Juliana Paes não é comissária, ok), é que a conhecida Aerosur, só fazia esse trecho com uns boings 727 velhiinhos… Então de cara o Zuquito descolou uma melhorzinha, com uns 737 e também com boas tarifas. Embora a compra não seja prática, mas como faz quase 1 ano, talvez já tenha melhorado. Enfim, os Zucos recomendam.

Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

Share This Post On

4 Comments

  1. Natalia,
    Vi no links “Destinos” que vocês estiveram em Potosí. Acho que vocês ainda não escreveram sobre a cidade, mas vocês chegaram a dormir lá? Em que hotel/hostal?
    Obrigada, bjs

    Post a Reply

Mantenha este blog vivo, comente!