Logo após de onde o vento faz a curva!

Já estava escuro quando chegamos em São Miguel do Gostoso, o trecho da Br 101 que leva de Natal a Touros, está em boas condições apesar de não ter acostamento, já a RN 221 está meio esburacada. Fomos direto para a Pousada Casa de Taipa, onde devido a um desencontro de e-mails, passei pelo meu primeiro overbooking! Para a minha surpresa, foi em São Miguel do Gostoso em baixíssima temporada. Mas um dos proprietários da Pousada (Rui), foi muito gentil e rápido diante da situação, nos encaminhando e cobrindo a diferença da diária, para a também excelente Pousada Lagoa Mar, onde fomos muito bem recebidos.
Aproveitando a incrível lua cheia que nos acompanhou durante toda a viagem, fomos conhecer a “night” de Gostoso e paramos no Espaço Mix, uma boa mistura de pizzaria e batataria (não conhecia nenhuma batataria, precisava escrever o nome aqui!) com uma lounge ao ar livre! Ambiente super aconchegante, atendimento de primeira, feito por um dos donos do local, o divertido engenheiro curitibano André que há 7 anos trocou o frio e as roupas sociais que usava em seu trabalho na capital paranaense, por bermudas, havaianas, kite surf e verão o ano inteiro em Gostoso.


No dia seguinte partimos para a praia, que como o Riq Freire já havia me dito, não é a ideal para quem curte apenas praia, pois embora as águas de Gostoso sejam limpas, não chegam a ser transparentes, pelo contrário é meio turva, talvez por causa do vento, não sei. Mas para quem quer fazer Kite ou Wind Surf, o lugar é perfeito! Venta bastante o tempo todo, embora tenham me dito várias vezes, que vento meeeesmo só entre agosto e março… Se aquilo não era o vento mesmo, nem queria ver o que era! hehe – O vento de junho estava de ótimo tamanho para a minha pessoa.


Após 1 km de caminhada contra o vento, achamos o Janela (instrutor de kite surf), que nos disse que é preciso fazer o curso básico de 6hs (2hs/dia) para praticar o kite, caso contrário seria “jogar dinheiro fora”, o curso custa R$600,00. Ainda assim, o Zuco tentou negociar 3hs/dia, mas ele disse que o rendimento seria baixo e ficaríamos exaustos, pois o kite é um esporte em que o início é lento, mas a evolução é rápida, contrário ao Wind surf em que no primeiro dia já entramos na água, mas a evolução costuma ser lenta. Então demos meia volta à favor do vento e fomos em busca do Paolo (instrutor) no Dr Wind, onde marcamos nossa aula.


Continuamos a nossa caminhada de volta para a Pousada, seguindo pela vila e não pela praia…


Aproveitando que era domingo, seguimos para Touros, para visitar o Farol do Calcanhar, considerado o maior do Brasil e segundo da América Latina, estrategicamente localizado na “esquina do continente” e onde fica o marco zero da BR 101. A grande surpresa, ficou por conta da Marinha do Brasil, que deixou uma placa mequetrefe avisando que o farol, que só abre aos domingos, estava em reforma e fechado para visitação. Frustrante! Me pergunto, como um farol que só abre aos domingos durante 3 horas (14hs às 17hs) e não apresenta nenhum sinal de reforma, pode ficar fechado? Lamentável!


Mas nada de se deixar abater, seguimos pela BR 101, tirando onda de contar os km à partir do primeiro, e fomos até Rio do Fogo ver uma mega plantação de cataventos gigantes, trata-se do maior Parque Eólico do RN, não chegamos na sede nem fizemos uma visitação oficial (nem sei se tem), só queríamos mesmo chegar bem perto dos cataventos e assim curamos nossa dor de cotovelo causada pelo Farol, com um incrível e para nós inédito, fim de tarde. Se eu fosse o Parque Eólico, seguia o exemplo de Itaipu e explorava o turismo também.




À noite, estávamos moídos e seguimos para o Restaurante da Casa de Taipa (o mesmo da Pousada), onde jantamos um delicioso peixe grelhado com purê de macaxeira, excelente!
Nosso último dia, foi muito bem preenchido com aula de Windsurf, caldeirada de frutos do mar no Restaurante La Brisa, e a última atuação decente do Brasil nesta Copa (Brasil 3×0 Chile) no telão do J. Sparrow’s, junto com os “locais”, não necessariamente nativos, pois a maioria das pessoas que estivemos em Gostoso vieram de grandes capitais e outros países. Éramos um dos poucos turistas na cidade, isso foi ótimo!


Nossa estada em Gostoso deixou sabor de “quero mais” e foi absolutamente marcada pela receptividade do início ao fim.

Fotos: Tales Lobosco e Zuca (N. Gastão)

Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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6 Comments

  1. Adorei a definição “logo após de onde o vento….”… 😉

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  2. É que como o vento faz a curva em Touros… hehehe
    Valeu pela visita! Beijinhos!

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  3. Nunca estive em um km 0, mas adorei a placa! 4.500 km é muita coisa!

    Ainda não tinha visto esse layout, ficou bem legal!

    Beijos!

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  4. Também achei muito legal estar no Km Zero, uma pena o farol não ter contribuído, mas aproveitamos muito!

    Obrigada pelo elogio, estou apanhando um pouco disso aqui, mas devagar estou encontrando a carinha do blog.

    Beijo enorme!

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  5. Ainda bem que gostou do luguar eu achei muito ruin…
    Abrx
    Frederico

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  6. Se você foi apenas pela praia, acredito que tenha sido frustrante mesmo. Mas para mim, não foi ruim, embora tenha muita vontade de conhecer Galinhos numa próxima!

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