Pedalando…

Nunca imaginei que me apaixonaria pela minha bicicleta… Quando o Zuco disse que ia comprar uma para mim, não liguei muito, ele dizia “Você quer mesmo?”, querer eu queria, mas pensava em pedalar com ele nos finais de semana, coisas do tipo.

Mas para a minha surpresa, e dele também, descobri o prazer de pedalar sozinha por aí… Comecei a trabalhar, fazer trajetos diferentes, descobrir bicicletários em alguns pontos da cidade, verificar caminhos, tudo com a minha Magrela, que por sinal ainda não tem nome (aceito sugestões).

Ela realmente se tornou uma companheirona! É como uma higiene mental para mim, quando vou trabalhar pedalando, chego no local com outro humor, me sinto leve. Afinal a tríade é perfeita, transporte ecológico + atividade física + economia = QUALIDADE DE VIDA. Sem exagero algum, posso dizer que me sinto mais cidadã, nos dias em que deixo o carro na garagem e saio de bicicleta.
Se cada pessoa experimentasse, deixar o carro ao menos um dia em casa e incluísse a bicicleta na sua rotina, o dia a dia teria menos fumaça, melhor humor e mais consciência. Falo de um “veículo” fantástico, mais eficiente, ocupa menos espaço, não polui e nem gera congestionamentos.
Infelizmente, vivemos num país que não valoriza muito essas iniciativas, não possuímos boas ciclovias, não temos estrutura para ciclistas (bicicletários, etc), nem consciência em relação aos ciclistas, considero uma questão cultural. Outro dia, cheguei na casa de uma amiga com a bicicleta, o porteiro falou para eu deixá-la na rua, eu disse que não e então notei a grande estranheza que aquilo significava para ele, minha amiga tem uma vaga extra para carros, mas eu não poderia deixar a minha bicicleta, agora o meu carro sim? De fato, ele estava confuso com aquilo, um entregador não entra de bicicleta, mas nesse caso, não sou entregador, sou visita… O coitado do porteiro estava tenso, mas me deixou colocar a bicicleta no bicicletário do prédio. Essa incoerência, dúvida e estranheza, acontecem sempre, são bancos, lojas, etc. Falta muita educação e consciência neste sentido.


Mas sou otimista!!!! Torço para que esse quadro mude logo, que tenhamos menos trânsito e estresse, mais saúde e consciência, para que todos ganhem! Os exemplos são muitos. Paris, Estocolmo, Amsterdã e várias outras cidades estão aí para nos ensinar. Vamos?

Author: Natália Gastão

Fluminhoca (fluminense + carioca) experimentando a vida mineira em Belo Horizonte, fisioterapeuta, acupunturista e viajante. Apaixonada pelo Rio e por viajar, sofre de tensão pré e depressão pós viagem, não pode ver uma promoção de passagem aérea e quer ir para tudo quanto é canto.

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4 Comments

  1. Você tem toda razão! Atualmente eu moro a 4 quadras do meu trabalho, então vou a pé. Não precisar do carro é uma liberdade e tanto! Adoro!

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  2. Mas as pessoas sentem-se obrigadas a usar o carro, pq tem carro, é incrível. Acho uma maravilha essa liberdade mesmo!
    Beijão!

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